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21.8.09

XVI

Cheguei mesmo, mesmo à continha. Estava ele a sair a porta quando lhe mandei uma mensagem mental.
"Espera Draco"
Ele olhou para trás, viu-me e parou. Estava com mais Slytherin's, incluindo a Pansy mas não me importei. Fui para junto dele e puxei-o por um braço para dentro de um armário de vassouras.
- Já tenho a tua resposta.
- Pensei que já não viesses.
- Eu sei que demorei, mas é que a Ginny desapareceu hoje de manhã.
- Sim eu vi-a nos calabouços. Disse-me que eu não devia sair do castelo com assuntos pendentes. Lembrei-me logo de ti, mas ela não me disse mais nada.
- Pois bem eu falei com ela ...
- E ?
Fiquei corada, e ele também. Não precisei falar mais, ele conseguiu entender a minha resposta sem precisar até de recorrer à minha mente.
Abraçou-me.
- Guarda aquela carta que a Pansy te deu. Era mesmo a ti que eu ia dar.
- Como sabes da carta?
- Ela disse-me. Tentou fazer-me acreditar que tu não voltarias para falar comigo. Sinceramente, quase acreditei, até agora.
- Bem ... tens de ir não é?
- Pois, acho que sim. Acompanhas-me?
Acedi imediatamente.
Acompanhei-o até às carruagens com cavalos invisiveis. Quando ele ia para entrar, depositou-me um beijo na testa.
- Isto é um sinal de respeito. Se eu voltar, mostrarei a todos, incluindo ao Potter e aos amigos que uma pessoa pode mudar.
Sorri-lhe e fiz-lhe uma festa no cabelo.
A Ginny tinha razão no que tinha escrito, aquele cabelo dava vontade de mexer.
Ele entrou na carruagem e eu vi-o partir acenando-lhe.
Podíamos não ter dado um beijo que muitos diriam que era a sério, mas eu sentia-me melhor assim. Iria ficar as férias todas a pensar no beijo e se voltaria a vê-lo.
Assim ao menos se ele não voltasse a dor seria menor. Mas eu sentia, bem no peito que ele voltaria. Senti anteriormente o desespero dele e agora sentia esperanças e certezas de que o voltaria a ver.
Quando ele entrou no meu vagão no inicio do ano, achei-o o maior convencido à face da terra, agora que o conheço vejo que ele só aparenta isso, não o é.
A carruagem fez a curva, dirigindo-se para a estação de comboios e eu subi os campos, de braços cruzados para prender o manto por cima do pijama (estava frio!).
Sabia que tinha encontrado alguém especial, que me ia fazer muito feliz.
Como sabia isso, não conseguia explicar.
Apenas sabia.

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