Índice

21.8.09

XIV

Não consegui falar com a Ginny antes do meu novo encontro com o Malfoy. Bem que eu tentei, mas a minha coragem faltou-me sempre.
Quando cheguei à sala, ele estava lá a olhar pela janela. Tinha começado a nevar e juntei-me a ele para ver a neve a cair. Esperei que ele me dissese algo, relacionado com o tema da carta, mas esperei em vão. Parecia que o que a Pansy tinha dito se estava a realizar. Ele viu que eu o prejudicava e começou a dar-me para trás.
- Passa-se algo? - perguntei-lhe.
- É a Pansy. Mandou uma coruja aos meus pais a falar de eu te ter defendido. Agora vou ter de ir passar o Natal a casa e não sei o que me acontecerá.
- Poderás não voltar?
- Não sei, está tudo em aberto.
- Mas ele não te podem tirar da escola a esta altura do ano. Não por causa de tão pouca coisa.
- Deixemos de pensar nisso. Não estou arrependido do que fiz.
- Não?
- Não. - disse-me olhando nos meus olhos. - Vamos então passar ao que nos trouxe aqui.
Mais uma vez passámos horas a treinar. Eu já estava a ficar profissional no bloqueio e ele também sabia isso porque disse-me:
- Penso que não faz sentido encontrarmo-nos mais para te treinar.
Acedi, apesar de tristemente, já me tinha acustumado aquelas quartas que passávamos juntos.
- Bem então, nós vamos vendo-nos por aí.
- Espera ...
Parei.
- Preciso falar contigo, mas primeiro tenho de saber se já tiveste a tal conversa com a Ginny.
- Bem ... não. Não tenho conseguido falar com ela.
- Então acho que a nossa conversa vai ter que esperar.
- Não podes nem dizer-me sobre o que é?
- Penso que tu sabes ...
Ele estava a falar do mesmo assunto que escreveu na carta. Mas onde estava o rapaz decidido que escreveu aquilo?
- Quando te sentires pronta sabes como me encontrar. Abres a tua mente e procuras-me. Manterei sempre a mente aberta.
Assenti com a cabeça e preparei-me para pegar na minha mala.
- Dar-te-ei uma resposta no dia em que fores para casa. Esperas até lá?
- Sim. - disse-me ele prontamente, sem ter dúvidas algumas.
- Então até lá.
Saí da sala, sentindo que ele me observava.
Porque disse para ele esperar até ao primeiro dia de férias? Por uma simples razão. Queria ver se o que se andava a passar era verdade ou não. Era quase como um teste, aos seus sentimentos e aos meus.
Tinha assim dois meses para falar com a Ginny, e esse tempo era mais que suficiente.
Ou assim pensava eu.

Sem comentários:

Enviar um comentário